Mulher, quantas vezes você foi silenciada? Quantas vezes você não pôde falar sua verdade?
Lembra daquela reunião que você preparou, estudou os dados, montou a apresentação, mas quem falou foi só o chefe? Lembra daquela vez em que você quis pedir um aumento ou uma promoção, mas ficou sem jeito, achando que “não era o momento certo”?
E quantas vezes você foi repreendida por falar o que pensava? Aquilo que doía, que machucava, que precisava ser dito, mas que foi classificado como “emocional demais” ou “agressivo”?
Sua voz é alta? Você fala com firmeza? Ou fala baixinho, quase ninguém escuta, e você tem que repetir?
Quantas vezes sua vergonha te calou? Seu medo? Sua insegurança de pensar: “quem sou eu para falar?”
O espelho do silêncio
E aqui vem a pergunta mais difícil de todas: quantas vezes, por espelhamento, você calou outras mulheres? Quantas mulheres eu calei, além de mim mesma?
Por que achamos que não podemos ter voz? É algo histórico, estrutural, enraizado na sociedade e em nós mesmas. Nós fomos criadas achando que não podemos ter voz. Fomos ensinadas a ser agradáveis, a não causar desconforto, a não ocupar muito espaço. Fomos ensinadas que o sucesso nos negócios exige uma postura masculina, que vai contra a nossa própria natureza.
Mas quando você empreende, quando você constrói a sua própria marca, o silêncio não é mais uma opção. O silêncio é o que mantém o seu negócio estagnado.
A voz como ferramenta de negócios
No mundo do branding e do marketing, falamos muito sobre “tom de voz da marca”. Criamos manuais, definimos diretrizes, escolhemos palavras. Mas de que adianta um manual perfeito se, na hora de negociar um contrato, de defender uma ideia ou de cobrar o preço justo pelo seu trabalho, a sua voz não sai?
O posicionamento de uma marca começa com quem a lidera. Se você não acredita que tem o direito de falar, como vai convencer o seu cliente de que tem a solução que ele precisa?
Muitas vezes, a confusão que vemos na comunicação de uma empresa, sabe aquela fase em que a marca existe, mas a mensagem não chega? É o que chamamos de Fase 2 na metodologia da Iksa. Um reflexo direto da insegurança, do medo de se posicionar, de desagradar.
Recuperando seu espaço
Recuperar a própria voz não significa começar a gritar. Começa ao entender seu próprio valor, o que você tem a dizer. Aprender a reconhecer sua bagagem, a sua experiência e o seu direito de ocupar aquele espaço.
Quando fazemos um diagnóstico profundo de um negócio, muitas vezes descobrimos que o problema não é o produto, nem o mercado, e nem sempre o preço. O problema real está na liderança que está pedindo desculpa por existir.
Pare de pedir desculpa.
Pare de achar que a sua visão estratégica vale menos.
Pare de aceitar que outros levem o crédito pelo nosso trabalho.
E, principalmente, vamos parar de calar outras mulheres.
A construção de um negócio sólido e de uma marca forte exige que você encontre a sua voz e a use com intenção. Não a voz que te moldaram a ter, mas a sua voz real, verdadeira, que está entalada no peito. Está na hora de falar com firmeza, defender o seu valor e não ter medo de dizer a verdade.
Então, eu te pergunto de novo: quantas vezes você foi silenciada? E, mais importante: o que você vai fazer na próxima vez que tentarem te calar?
Como você tem usado a sua voz no seu negócio?
Você já sentiu que precisou se silenciar para se encaixar no mercado?
Vamos quebrar esse silêncio juntas.
